A degradação moral e a deterioração econômica podem atingir seus mais elevados níveis, mas nada impede que a consciência de classe construa o "Partido Revolucionário do Proletariado".
quinta-feira, 27 de maio de 2021
Programa OCRP
Regimento Interno OCRP
REGIMENTO INTERNO
Documento pela construção da revolução brasileira, primeiro passo para a revolução latino-americana e mundial.
Apresentamos aos camaradas, as seguintes propostas para avançarmos no projeto da criação de uma organização revolucionária internacionalista, tendo como finalidade ser um embrião e ponto de apoio para a formação de um autêntico partido comunista brasileiro, baseado no método do centralismo democrático; amparado num programa revolucionário dos trabalhadores brasileiros e latino-americanos; rechaçando o oportunismo, o cretinismo eleitoreiro e parlamentar, bem como a conciliação de classes; nossa proposta se ancora no melhor da tradição e do legado do marxismo revolucionário, adaptado à nossa realidade como verdadeira bussola e ciência proletária. Desde já, propomos uma organização que se oriente pelo signo do marxismo leninista e que, neste sentido, declare guerra intransigente, sem quartel à burguesia e seus lacaios, de direita e de “esquerda”. Nosso norte só pode ser a revolução socialista; a destruição violenta do modo de produção capitalista; a ditadura do proletariado e o comunismo.
Abaixo apresentamos algumas propostas de caráter organizacional aos companheiros, ciente de nossas condições e limitações do momento. O documento que segue aos camaradas possui puramente um caráter de esboço, devendo ser criticado e acrescentado coletivamente:
1-Nome e caráter da Organização:
A vanguarda revolucionária do proletariado se encontra na atual quadra histórica, afetada gravemente por uma profunda fragmentação, divisões e subdivisões em seu seio: depois de quase 200 anos do Manifesto Comunista e mais 100 da Revolução de Outubro, nos encontramos diante de uma indigência orgânica e fragmentados em pequenas Ligas. Os fenômenos do centrismo e do sectarismo, agrava sobremaneira esse quadro, afetando em cheio as possibilidades dos revolucionários em se enraizarem profundamente na classe e ganhar sua confiança, necessidade das mais importantes para uma vanguarda revolucionária: apartado da classe e do conjunto das massas operárias não pode haver saída.
Visando colaborar no sentido de darmos os primeiros passos para a superação deste problema, propomos uma organização que aglutine o que pode haver de melhor entre os operários revolucionários, superando posições sectárias que se formam em critérios baseadas nas determinadas “escolas” marxistas: as diversas “escolas”, “trotskystas”, “stalinistas”, “maoístas”, “gramiscianos”, “lukacsianos”, etc., subdivisões que somente contribuiu para fragmentar o movimento comunista internacional.
Ao nosso ver, nossa organização deve agrupar todos os revolucionários que aceitam o programa marxista da revolução brasileira e latino-americana; socialista, antiimperialista e que cumpram decisivamente os critérios estabelecidos internamente para um militante. Dessa forma propomos como título de nossa organização: Organização Comunista Revolução Proletária - OCRP.
Uma organização revolucionária séria, precisa antes de tudo contar com revolucionários profissionais, preparados para a arte da guerra contra a burguesia e seu Estado. Dessa forma, uma organização que se propõe a combater e conspirar contra o Estado burguês necessita antes de tudo, ser um verdadeiro Estado maior de nossa classe, sabendo sempre e sem vacilar, que lutamos contra inimigos poderosos.
Com plena consciência de nossas condições, propomos a formação dos seguintes organismo internos:
Estrutura
OB - Organismo de Base
Comitê municipal
Comitê Estadual
Coordenação nacional
(a CN elege o Comitê Central)
ORGANIZAÇÃO
O OB só existe a partir de 3 - três - membros; ele pode ser por categoria profissional, local de moradia ou estudo ( no caso da juventude).
No município onde houver três OBs, pode ser instituído o Comitê Municipal; no Estado em que houver três Comitês Municipais, instituir-se-á o Comitê Estadual; e a partir de 2 Estados da Federação, instituir-se-á a Coordenação Nacional: esta indica seu Comitê Central.
Orientação: Todos os OBs devem se estruturar da seguinte forma:
Comitê de Organização
Responsável pela elaboração teórica, programática e ideológica da organização;
Comitê Estratégico:
Direção prática e direta da organização. Responsável pela elaboração das atividades, pelas questões de segurança e tática;
Comitê Editorial:
Dirige a imprensa da organização, como o blog, boletim-jornal, canal do You Tube, etc. Este Comitê deve ser composto por um ou dois camaradas que integram os Comitês de Organização e Estratégico, e deve ser responsável pelas pautas de nossa imprensa;
Escola de quadros:
O crescimento teórico e programático de cada militante, é condição necessária para o desenvolvimento de toda a organização. Neste sentido, propomos a criação de um núcleo de formação de quadros, longe de “eslcolasticismo” ou pedantismo, mas autenticamente comunista e revolucionário. A mesma proposta acima deve se desdobrar nos estados.
REGIMENTO INTERNO
O EI é o instrumento de orientação do militante do OCRP.
Art 1 - a adesão ao OCRP é espontânea;
$ 1º - a adesão ao OCRP será precedida de informe ao órgão de base correspondente ao candidato; feito isso, um militante será escolhido para encaminhar as discussões com o mesmo.
$ 2º - Em caso de ocorrer um elevado número de candidatos, o OB correspondente poderá criar Grupos de Círculos.
Art 2 - Nossa orientação filosófica é o Marxismo, sem adjetivação nenhuma, como trotskista, stalinista, maoísta etc, por considerar essas denominações como parte do diversionismo ideológico aplicado pela contra-revolução para desviar o proletariado do seu verdadeiro caminho.
Art 3 - Os membros da OCRP são centralizados seguindo a disciplina consciente, ou seja, a auto-disciplina, deixando claro que ninguém será submetido a nenhuma forma de autoritarismo.
$ Único - todas as decisões serão submetidas à votação sempre que surgir divergências. Uma vez votada, ela será a posição oficial .
Art 4 - A segurança é tarefa de todos os membros, e será baseada no uso de codinomes nas relações internas. Nenhum membro terá contato com mais de um além de seu Organismo de Base.
Art 5 - A OCRP instituirá OBs a partir da existência de três membros num determinado setor social.
Art 6 - Todos os membros receberão a mesma capacitação teórica e militar, levando-se em consideração as aptidões de cada um.
Art 7 - Todos os membros receberão a mesma formação política, e a partir do conhecimento de cada um, seguir-se-á com o aprofundamento dos estudos.
Art 8 - Conhecimento do Programa Estratégico da Revolução Comunista Brasileira, bem como do Programa Tático.
Art 9 - Política de Alianças:
9.1 - Atuação nos movimentos sociais;
9.2 - Seguir as orientações da OCRPem relação à atuação em aliança ou não com as demais forças políticas da sociedade.
$ Único - A OCRP submeterá à discussão cada parceiro com o qual poderá ou não atuar em aliança.
Art 10 - É compromisso indiscutível do militante da OCRP ser um revolucionário internacionalista, o que implica a defesa dos interesses da classe operária e dos oprimidos em geral em todos os quadrantes mundiais.
sexta-feira, 2 de outubro de 2020
COMUNISTAS, UNI-VOS * OCRP
COMUNISTAS, UNI-VOS!
Precisamos de uma nova concepção de
esquerda. Melhor, precisamos desmistificar o que venha a ser esquerda nesse
espectro de partidos burgueses que dão sustentação ao sistema capitalista, e,
no entanto, se fazem passar por esquerda. Para tanto, contam com o beneplácito
da imprensa “dita cuja”, que recebe muito bem para isso, ou seja, manter
desinformada aquela camada de mentes massificadas necessária para o uso
oportuno em benefício da dominação.
Essa esquerda vem contando ao longo da história,
desde que Marx e Engels publicaram o Manifesto comunista, com a vaga idéia de que
pelo fato de se denominar como tal, é o suficiente para desfrutar da credibilidade
necessária na hora de manipular os oprimidos.
Lá no Manifesto Comunista está escrito
que os comunistas participarão das eleições burguesas. Até aí... Mas esquerda é
sinônimo de comunista? Claro que não. Para resolver isso, propagaram a palavra
socialista. E em nome de uma denominação vaga, todo oportunismo tem castigado
os oprimidos, os trabalhadores e demais camadas da sociedade capitalista.
A pilantragem reside aí. Todo
oportunista se faz passar por socialista. Se formos puxar pela história, vamos
gastar muito fosfato para passarmos isso a limpo. Mas vamos limpar o campo.
Basta diferenciarmos socialismo de comunismo. E o que é SOCIALISMO?
Bom, vamos historiar a nossa resposta,
senão vão nos acusar de reducionismo. Vejamos a primeira revolução feita no
mundo sob a marca do comunismo: A REVOLUÇÃO RUSSA. Ela foi comunista ou
socialista? A bem da verdade, nem uma coisa nem a outra. Porque a simples
tentativa de democratização das relações de poder após a tomada do aparato
estatal em 1917, foi totalmente travada pela direção do POSDR – Partido
Operário Social Democrata Russo, com a intervenção nos Conselhos Operários e
Populares, os SOVIETS, decidindo quem poderia ou não fazer parte dos seus
quadros. Esse foi o primeiro e primordial problema ocorrido na tenra revolução.
O segundo foi quanto à gestão administrativa. Os SOVIETS não mandaram em nada.
Todas as decisões saiam da cúpula montada pelo partido para cuidar disso. Esse
foi o terreno fértil do qual saiu a NEP – Nova Política Econômica,
que deu rumos capitalistas à economia
soviética, acusada em larga escala pela mídia burguesa de burocrática e
estatal. E essa foi a grande contribuição do “estado soviético” para a
caracterização do seu modus operandi como CAPITALISMO DE ESTADO.
A segunda experiência foi a China.
Alguém tem dúvida de que é o mesmo modelo? Eu não tenho, até porque Mao foi
beber na mão de Stálin.
A terceira experiência foi Cuba. Esta,
desde a “crise dos mísseis”, ainda depende da ajuda externa. Não desenvolveu
nada próprio. Sequer no campo militar e ainda agora não passa de uma feira de
produtos de quinta vindos da China, que substituiu a URSS, em aliança com a
Rússia.
Quer mais exemplos? Eu acho que basta.
Em nenhum desses países, o povo decide coisa alguma, até porque o “cerco do
imperialismo” funciona como espantalho para justificar a presença e repressão
do “estado” a tudo que se imagina.
E aí, será que podemos perguntar: é
socialismo ou comunismo? Nem uma coisa nem outra. Simplesmente
capitalismo.
No entanto, uma certa “esquerda” propaga
uma carreta de valores sobre esses países. O poderio militar russo, o avanço
tecnológico chinês, a saúde e a educação cubanas, justificam suas posturas
pseudo-esquerdistas. Só que nada disso sustenta suas políticas de conciliação
de classes nos países massacrados pelo imperialismo. Ser social-democrata lá na
Europa, com os altos padrões de vida sustentados às custas das colônias, é
fácil. Dizer-se socialista lá na França nas rodas intelectuais do quartier
latim, é lindo. Dizer-se de esquerda por ser persona non grata nos EUA, dá
voto. Mas tudo isso não vai além de um “aval” nas altas camadas gestoras do
capital para ser nomeado gerente setorial das multinacionais em algum
continente cheio de cobiças. A América Latina que o diga. Todos os dirigentes
de esquerda dessa região são abonados por algum “Tio” europeu ou
norte-americano.
Então? O que é socialismo? O que é
comunismo? Para responder a isso, podemos ir aos livros, inclusive os manuais.
Porque nem um nem o outro existiram até agora entre os viventes. O que chamam
de socialismo, não passa de política de compensação, ou seja, o estado reduz a
carga de impostos contanto que o empresariado invista em melhores condições de
vida para a sociedade. Ora veja, ninguém precisa de Marx para resolver isso.
Basta um Keynes. Políticas sociais sustentadas com os impostos arrecadados do
setor privado só geram mais riqueza para o setor privado. E não vai além de um
círculo vicioso. Ninguém precisa ser socialista nem comunista por causa disso.
Qualquer populista de direita faz isso muito bem...e ainda chama patrão de
companheiro.
Ao longo de toda a história política
ocidental existem centenas de entidades, denominadas atualmente como ONGs, que
são disfarces de partidos políticos, em sua maioria de direita. Mas a
social-democracia não fica para trás. Sempre que um partido social-democrata
chega ao governo, terceiriza um conjunto de serviços para suas entidades a fim
de fazer caixa. Aí entram seus apaniguados, todos credenciados como
“socialistas”, ou de “esquerda”. Há inclusive uns tipos que se empinam todos em
posição de sentido com a mãozinha direita sobre o lado esquerdo do peito para
cantar a Internacional e arrotam: “Sou comunista!”
Mas, e aí? Já podemos diferenciar quem é
ESQUERDA de quem é COMUNISTA?
Vamos lá. Primeiro, o que conhecemos
como ESQUERDA tem até folclore, e originado lá na França. E aconteceu porque no
período da França revolucionária, os monarquistas e seus asseclas sentaram-se
do lado direito do parlamento, arrastando consigo todos os estratos elitistas.
Do outro lado, sentaram-se os restantes. Esses, reuniam diversos segmentos sócio-econômicos,
tais como burgueses descontentes com os impostos, urbanos e rurais, pequenos
ofícios e as camadas operárias. Ou seja, a ralé. Só que dentre ela tinha uma
parte revolucionária, gente organizada e dirigida politicamente, pelo menos
para aquele contexto: eram os Jacobinos. E assim, aquele lado em que se
sentavam, ficou conhecido como uma posição política. Por isso, hoje, um bando
de calça frouxa, fundilhos surrados, mãos-leves de todo tipo, se diz ESQUERDA,
e até se ilustra com a palavra SOCIALISTA.
Quem não presenciou ainda um burguês
gordo, corrupto e “flatolento”, gritando vivas ao socialismo? No Brasil, temos
até o termo “socialaite” para se referir às burguesas mais boêmias. Mas e o que
isso tudo chamado de ESQUERDA, SOCIALISMO tem a ver com ideologia? O socialismo
seria uma caracterização ideológica? Será que as experiências denominadas
socialistas são caracterizações ideológicas?
Vejamos: existem duas ideologias
historicamente comprovadas, a capitalista e a comunista. Ambas se opõem em tudo
que diz respeito à propriedade privada capitalista. Enquanto a ideologia
capitalista defende a apropriação unilateral dos frutos do trabalha coletivo, a
ideologia comunista propõe a distribuição desse resultado equitativamente. Daí
resulta a grande questão, aonde entra o socialismo? Qual sua posição sobre a
propriedade privada capitalista? Sabemos que o conceito comunista de revolução
implica na expropriação da propriedade privada capitalista, e nas experiências
“socialistas” conhecidas até agora tem havido, no máximo, somente uma troca de
patrões. Então, qual é a essência de tais caracterizações?
E A
ESQUERDA...
E em relação à esquerda nem vale a pena
discutir, uma vez que a mesma se caracteriza, apenas, por fazer oposição dentro
da ordem. A esquerda não existe fora da ordem burguesa, até porque isso não lhe
interessa, senão ela deixaria de ser uma esquerda do sistema, dócil, adestrada,
parlamentar, eleitoreira, e passaria a ser um instrumento de ruptura com o
sistema capitalista, o que a transformaria numa força revolucionária a serviço
do comunismo. Por isso, ninguém vai encontrar os ditos partidos de esquerda
combatendo no campo da revolução proletária. Por isso, ser de esquerda virou
moda, moda dos oportunistas, ludibriadores da massa explorada e oprimida, para
arrumar mandatos às custas dela e nunca mais baterem cartão de ponto, nunca mais
comerem marmita requentada ou viajarem de trem ou ônibus lotados, muito menos
suarem suas camisas importadas às custas da peãozada. Dentre esses tipos há os
que se dizem socialistas, diferenciando-se dos simplesmente de esquerda só para
justificarem seus diplomas lá das universidades públicas bancadas com o suor do
povo.
MAS
DIZER-SE COMUNISTA...
Comunista, é coisa séria. É opor-se ao
capitalismo, à propriedade privada capitalista, ao roubo da força de trabalho
do operário, ao lucro fruto do roubo, enfim, opor-se à exploração do trabalho
alheio.
domingo, 19 de julho de 2020
Ser Revolucionário * Chê Guevara/AR
Quem foi o revolucionário Chê Guerava?
LEIA TMBÉM
https://pt.calameo.com/read/001893073b1d9f289cd51
Matava gays, negros e fuzilava inocentes? Não! E eu posso provar
Antes de tudo, Ernesto Guevara, ou melhor "Che" Guevara, foi um revolucionário marxista, médico, autor, guerrilheiro, diplomata e teórico militar argentino. Uma figura importante da Revolução Cubana
Começamos com a mais clássica das clássicas; Guevara matou gays?
NÃO! Não existe absolutamente nenhuma evidência histórica de que isso seja verdade, Cuba realmente perseguiu LGBTs em suas primeiras décadas, mas isso era reflexo do conservadorismo da época, e aliás, Che Guerava não estava em Cuba nessa época.
Joo Le Anderson que escreveu a biografia de
Guerava:
""...Eu recebo perguntas também sobre sua homofobia e racismo, e acho que nenhum dos dois foi válido ou relevante na vida dele. O que ele achava de casamento homoafetivo? Provavelmente nada. Homossexualidade era crime em todos os países do mundo em 1960. Eu não sei a visão dele sobre homossexualidade, mas eu sei que existiam algumas pessoas que eram homossexuais viviam ao redor dele, mas ele não perseguiu nenhuma [...]"
Che era RACISTA???? outra clássica também
E a resposta é: quando? Che Guerava realmente foi racista até seus 24 anos de idade, porém se tornou um anti-racista ferrenho, denunciou racismo nos EUA e foi lutar no Congo em uma revolução. E fez um discurso anti-racista na ONU
E para finalizar, Che fuzilava inocentes? E a resposta é: depende doq vc considera inocente...
Che realmente fuzilou algumas pessoas, como desertores, traidores, torturadores, estupradores e assassinos de camponeses. Que hoje em dia é o famoso "bandido bom é bandido morto" da direita. Ai vai da sua concepção achar se isso é ser inocente ou não
Anderson também fala sobre isso:
"Ainda não encontrei uma única fonte credível apontando para qualquer caso em que Che tenha executado "um inocente". As pessoas executadas por ele ou sob suas ordens foram condenadas pelos crimes usuais puníveis com a morte em tempos de guerra ou em suas consequências: deserção.. traição ou crimes como estupro, tortura ou assassinato. Devo acrescentar que minha pesquisa durou cinco anos e incluiu cubanos anti-castristas entre a comunidade exilada cubano-americana em Miami e em outros lugares."
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